11 de setembro: 10 fatos incontestáveis e arrasadores

Truth and Shadows | Por Elias Davidsson e Craig McKee | 20 de abril de 2018 | Tradução de Galeno Faé de Almeida

Estudiosos que tentam elucidar o crime cometido em 11 de setembro – geralmente chamados, em inglês, de “9/11 truthers” (algo como “buscadores da verdade sobre o 11/9”) – são muitas vezes criticados por se basearem em conjecturas e especulações para fundamentar seus argumentos. Embora essas críticas possam esporadicamente ser justificadas, muitas vezes elas são feitas de má fé. Na verdade, não é preciso recorrer a argumentos especulativos para afirmar que a narrativa oficial sobre o 11 de setembro é uma fraude, pois existem fatos concretos que sustentam essa afirmação. Relacionamos abaixo 10 desses fatos incontestáveis:

1. As autoridades dos EUA não conseguiram identificar, julgar (processar) ou punir ninguém por responsabilidade no crime contra a humanidade cometido em 11 de setembro.

O assassinato em massa praticado no dia 11 de setembro de 2001 constitui, segundo o direito internacional, um crime contra a humanidade. O Estado no qual o crime foi cometido – nesse caso, os Estados Unidos da América – tem a obrigação perante a comunidade internacional de identificar, prender, julgar e punir os indivíduos responsáveis por tal crime.

Desde 2002, as autoridades estadunidenses admitem terem detido, na Baía de Guantánamo, algumas poucas pessoas que foram acusadas de ajudar a orquestrar o 11 de setembro. Suas identidades permanecem incertas; suas supostas confissões foram extraídas a portas fechadas e seu julgamento por tribunais militares não satisfaz as normas mínimas internacionais para o devido processo da lei.

As autoridades estadunidenses alegam terem sentenciado Zacarias Moussaoui à prisão perpétua por ele não ter alertado o FBI sobre os preparativos para o 11/9, uma acusação que ele nega. Nenhuma prova foi apresentada de que ele estivesse envolvido com os preparativos para o 11/9 ou de que soubesse de algo a esse respeito. Nenhuma prova foi apresentada de que ele sequer conhecesse os supostos sequestradores. As autoridades estadunidenses também alegam deterem em Guantánamo, desde 2003, um homem chamado Khalid Sheikh Mohamed (KSM), que teria supostamente confessado ser o idealizador do 11 de setembro e de mais de outras 30 ações terroristas. Ele também teria confessado que planejou um atentado contra um banco no estado de Washington, o qual não existia antes de ele estar em Guantánamo. Esse homem, cuja identidade permanece obscura e cuja conexão com o 11 de setembro limita-se ao que ele afirmou em sua bizarra confissão, jamais foi processado, tampouco sentenciado. Ninguém espera seriamente que ele seja algum dia levado a julgamento, muito menos de modo que cumpra as normas internacionais relevantes.

2. Ao anunciar às Nações Unidas sua decisão de atacar o Afeganistão, as autoridades estadunidenses não ofereceram qualquer evidência de que o crime cometido em 11 de setembro estivesse de algum modo relacionado ao Afeganistão. Na verdade, tais evidências jamais foram apresentadas.

Veja a carta do representante dos Estados Unidos, John Negroponte, ao presidente do Conselho de Segurança da ONU, em 7 de outubro de 2001, aqui.

3. O governo dos EUA não autorizou uma investigação dos eventos de 11/9 que cumprisse as normas mínimas internacionais: a Comissão do 11/9 não foi independente nem imparcial, e sua investigação não foi exaustiva nem transparente.

No que se refere às normas mínimas para investigações, veja “The Events of 11 September 2001 and the Right to the Truth”,  de Elias Davidsson, aqui ou aqui.

4. Apesar de terem difamado Osama Bin Laden como líder terrorista, as autoridades judiciais dos EUA nunca o acusaram pelo 11 de setembro. Ele sequer foi tido como procurado em razão desse crime.

Em junho de 2006, o FBI admitiu não possuir qualquer prova concreta que ligasse Osama Bin Laden ao 11 de setembro. (Veja: “FBI says, it has no ‘hard evidence connecting Bin Laden to 9/11”, de Ed Haas, Information Clearing House, 18 de junho de 2006, aqui)

5. As autoridades estadunidenses não produziram provas claras e convincentes de que as 19 pessoas apontadas pelo FBI como sendo os sequestradores de 11/9 sequer estivessem a bordo da aeronave que as autoridades alegam ter sido posteriormente sequestrada.

Para ser exato, as autoridades dos EUA não apresentaram: listas de passageiros autenticadas que incluíssem os nomes dos supostos sequestradores; testemunhas que viram esses supostos sequestradores nos aeroportos ou embarcando nas aeronaves; vídeos autenticados de câmaras de segurança provando que estivessem presentes nos aeroportos de partida; e identificações por DNA dos restos mortais desses indivíduos (Veja uma análise detalhada em “Hijacking America’s Mind on 9/11”, de Elias Davidsson, Algora Publishers, New York, 2013, capítulo 2).

6. As autoridades dos EUA não produziram provas claras e convincentes de que aviões de passageiros colidiram contra os locais emblemáticos do 11/9.

Em uma carta ao Tribunal Federal Distrital de Nevada, de 14 de março de 2008, assinada pelo procurador federal assistente Patrick A. Rose, o FBI admitiu que não existem quaisquer registros especificando a coleta e a identificação positiva dos destroços das aeronaves acidentadas (Veja a carta aqui). Desse modo, ele admitiu que o FBI não realizou uma identificação formal dos destroços encontrados nos diversos locais de colisão a fim de atestar que pertencessem às aeronaves supostamente sequestradas. Não é fato estabelecido, portanto, que as aeronaves supostamente sequestradas tenham colidido nesses locais.

7. As autoridades estadunidenses não explicaram porque mais de 1.100 pessoas que se encontravam no World Trade Center no dia 11 de setembro simplesmente desapareceram.

Partes consideráveis das Torres Gêmeas foram literalmente pulverizadas, como se pode constatar por gravações em vídeo, fotografias e testemunhos. Das mais de 1.100 pessoas desaparecidas, sequer um dente, um pedaço de unha ou de osso foi encontrado até 2011 (Veja, entre outros, “Connecting with lost loved ones, if only by the tips of fingers”, de Anemona Hartocollis, The New York Times, 11 de setembro de 2011, aqui). As autoridades estadunidenses nunca explicaram o que poderia ter causado o desaparecimento de mais de 1.100 pessoas sem que restasse qualquer vestígio delas. É sua obrigação, conforme as leis de direitos humanos, determinar os motivos de tal desaparecimento.

8. As autoridades estadunidenses indenizaram as famílias das vítimas de 11/9 que concordaram em renunciar ao seu direito de interpor ações judiciais. A indenização excedeu em pelo menos sete vezes o montante pago às famílias dos bombeiros que morreram nas operações de resgate em 11 de setembro.

As famílias das vítimas do 11 de setembro receberam do Fundo de Indenização dos EUA, criado em outubro de 2001, em média, a quantia de 2,1 milhões de dólares caso concordassem em abrir mão de seu direito de participar de ações civis (Ver, entre outros, “9/11 Fund Chief Faults Payments”, de Brian Bernbaum, CBS News, 4.9.2003, aqui). Em 2013, esposas de bombeiros mortos em serviço podiam obter 333.605 dólares, de acordo com a lei de Benefícios dos Oficiais de Segurança Pública (PSOB – 42 U.S.C. 3796). Em 2001, essa quantia era seguramente menor. As 95 famílias que não utilizaram o Fundo de Indenização e preferiram deixar que os tribunais determinassem seus direitos obtiveram em média 5,5 milhões em acordos extrajudiciais (Veja “The 9/11 Victim Settlements: A Chat with Skadden’s Sheila Birnbaum”, de Ashby Jones, The Wall Street Journal, 13.3.2009, aqui).

9. As autoridades estadunidenses não explicaram os efeitos de vários exercícios militares conduzidos na manhã de 11 de setembro – inclusive a simulação de sequestros de aviões – sobre o cometimento de assassinatos em massa.

Esses exercícios militares causaram confusão e surpreenderam os militares e as equipes civis responsáveis pelo tráfego aéreo, como relatado nos meios de comunicação dos EUA. Por exemplo, o major general Larry Arnold, do NORAD, afirmou que, “No fim do dia, tínhamos vinte e uma aeronaves identificadas como possíveis casos de sequestro”. (Veja, “Conversation with Major General Larry Arnold”, de Eric Hehs, One Magazine, janeiro de 2002, aqui). O coronel Robert Marr, comandante de batalha do NEADS, afirmou ter sido comunicado de que, em todo o país, havia “29 diferentes informes de sequestros”. (Veja “Commander of 9/11 Air Defenses Retires”, de Robert A. Baker, Newhouse News Service, 31 de março de 2005, aqui). As autoridades estadunidenses não explicaram como esses exercícios afetaram o cometimento do crime, inclusive o aparente fracasso na interceptação dos aviões sequestrados.

10. As autoridades estadunidenses promoveram vários oficiais que, segundo a narrativa oficial do 11 de setembro, falharam no cumprimento de seu dever com relação ao 11/9. Ninguém jamais foi responsabilizado em qualquer instância do governo pelo que deu errado em 11 de setembro ou no período antecedente.

Aqui, alguns exemplos: Richard Myers, responsável pelo Pentágono em 11/9, foi promovido a presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, em 1º de outubro de 2001; Ralph Eberhart, responsável pelo NORAD em 11/9, foi promovido a chefe do novo “Comando Norte”, um ano depois do 11/9; o capitão Charles J. Leidig, diretor interino do NMCC em 11/9, foi promovido em 2004 ao posto de almirante; o brigadeiro Montague Winfield, que, em 11/9, era o responsável pelo Centro Nacional de Comando Militar (NMCC), foi promovido, em maio de 2003, ao posto de duas estrelas de major general (marechal de campo); Marion (Spike) Bowman, que impediu as investigações do FBI sobre os supostos sequestradores antes de 11/9, foi premiado por “desempenho excepcional”, depois de um relatório da Comissão de Inquérito do Congresso sobre o 11 de setembro afirmar que sua unidade prestou aos agentes do FBI de Minneapolis “informações imperdoavelmente confusas e incorretas”, que eram “evidentemente falsas”.

Conclusão

Os fatos relacionados acima são suficientes para rejeitar a narrativa oficial do 11 de setembro e para considerar o governo do presidente George W. Bush como o principal suspeito por esse crime contra a humanidade. Embora esses fatos não sejam suficientes para mover ações penais contra indivíduos específicos, eles permitem tirar conclusões gerais acerca da natureza perigosa do regime estadunidense e da cumplicidade da classe política, da mídia hegemônica, do meio acadêmico e do sistema de justiça dos Estados-membros da OTAN no acobertamento do crime cometido em 11/9 e na blindagem dos responsáveis por esse crime.

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Este artigo foi publicado originalmente em Truth and Shadows.

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